Todo cuidado é pouco na hora de alugar uma casa ou um apartamento para curtir as férias na praia. Por causa da distância, o veranista deve tomar precauções básicas, como evitar contatos por telefone com corretores autônomos. Segundo especialistas, é importante ter informações antes de tomar qualquer providência, e mesmo com referências o risco de contratempos não está descartado.
Há cinco anos, a auxiliar administrativa Fabiana Teodoro passou por uma 'dor de cabeça' quando foi passar as férias no litoral paranaense acompanhada por nove amigos. A casa, alugada por uma amiga com um corretor autônomo por telefone, era bem diferente do que havia sido acertado. ''Na hora de fechar o negócio, ele disse que era um sobrado que acomodava trinta pessoas há cem metros da praia'', lembra.
O sobrado, na realidade era uma casa simples e pequena, com dois quartos e apenas duas camas. A distância do mar era de mais de um quilômetro e meio. E como se o transtorno já não bastasse, o imóvel estava ocupado por outros turistas. Após quase 8 horas de viagem, além do desgaste físico, eles tiveram que localizar o corretor em Londrina que só conseguiu liberar o imóvel no início da noite. ''Ainda ficamos o dia todo rodando sem ter para onde ir, e não achávamos outra casa. Já era noite quando ele ligou avisando que o imóvel estava liberado'', relata.
Quando o grupo de amigos pensava que finalmente as férias iam começar, dois dias depois surge outro problema, a fossa entupiu. ''Tivemos que desocupar a casa. Ainda bem que eu encontrei com um parente e terminamos a temporada na casa dele em outra cidade do Litoral'', recorda Fabiana.
João Pereira da Cruz, gerente da Imobiliária Santamérica, aconselha procurar informações antes de acertar contratos diretamente com o número anunciado. Evitar negócios por celular é uma regra básica. Uma boa idéia é entrar em contato com os vizinhos do imóvel que será negociado. ''É importante saber se o imóvel existe de verdade. Também têm imobiliárias que oferecem fotos pela internet, porque esse tipo de ramo é muito comum nas regiões litorâneas. Nesse caso, é fundamental evitar corretores autônomos'', explica.
Além do popular calote, casos parecidos com o de Fabiana onde a casa foi alugada para duas pessoas ao mesmo tempo são comuns. Por conta da demanda pode também ocorrer erros de agenda nas próprias imobiliárias. E para não ter que esquentar a cabeça com fechaduras emperradas, janelas quebradas e fossas entupidas é importante receber as chaves antes. ''Ir com o corretor para vistoriar o imóvel na hora da entrega é o mais seguro'', aconselha.
Pegar referências com pessoas conhecidas também é uma boa alternativa. Mas mesmo assim é preciso ter muito cuidado. Fabiana, por exemplo, confiou no conselho de uma amiga que tinha ''ouvido falar'' que a casa na praia era boa. ''No dia que eu cheguei um vizinho veio conversar comigo e me alertou que aquele corretor conta sempre a mesma história para todo mundo. Sem contar que o lugar era muito feio'', completa.
Cruz orienta que para garantir o conforto e a segurança nas férias, um contrato temporário é a melhor opção. Outra dica para evitar os transtornos, e de que a melhor informação é a indicação de um amigo que já alugou de fato o imóvel.

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