Para promotor, esquema sempre existiu na cidade
Na opinião do promotor Leonir Batisti, o esquema de sonegação fiscal flagrado pela operação de ontem é uma constante em Londrina. ''É um processo cíclico, que às vezes atua com menor intensidade, mas que nunca deixou de existir'', apontou. Crime semelhante contra a ordem tributária foi identificado e flagrado em Maringá ontem também, embora o promotor negue que haja, a princípio, alguma ligação com o esquema londrinense.
A possibilidade da coincidência de alguns nomes entre os empresários presos ontem e o escândalo da formação de cartel, denunciado pela imprensa de Londrina há cerca de três anos, também foi lembrada pelo promotor. ''Pela quantidade de nomes citados aqui, é claro que podem acontecer algumas coincidências. Mas também afirmo que a princípio não há nenhuma ligação entre as investigações promovidas em 2001 e as de hoje'', disse.
O uso de notas fiscais do Estado de São Paulo foi citado pelo promotor como um exemplo de prática comum em Londrina. Ele lembrou da última grande apreensão realizada pela Receita Estadual, há cerca de dois meses, quando um caminhão com 15 mil litros de álcool foi confiscado. As notas apresentadas pelo motorista do caminhão eram de Paulínia, no interior paulista, e nos carimbos constavam o nome de um fiscal da receita que estava de folga na data que constava no documento.
Na ocasião, Batisti afirmou à reportagem da Folha que os responsáveis pelo cirme podem ser obrigados a pagar todos os impostos devidos, além de estarem sujeitos à multa e à prisão, que varia de dois a cinco anos.





