O prefeito Marcelo Belinati afirmou que as medidas adotadas pela Secretaria da Fazenda de Londrina visam evitar a evasão de recursos. "Fizemos ações de austeridade, como cortar o passe livre, sem politicagem. Eram quase R$ 30 milhões sem critério algum, para estudantes do pré à pós-graduação, então estabelecemos o critério para quem é de baixa renda e o custo foi reduzido em mais de R$ 20 milhões."

Para os próximos anos, haverá ainda a reforma administrativa, que ampliará a jornada de servidores contratados para oito horas com adequação salarial, para evitar horas extras que custam 50% a mais. Será preciso ainda a reforma previdenciária na Caapsmel (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina), com projeto que altera a alíquota de contribuição do funcionário de 11% para 14% e, do empregador, de 17% para 22%. Nesse caso, a expectativa é de redução no deficit do fundo de R$ 2,5 bilhões para R$ 1 bilhão até 2023.

Belinati disse que a mesmo a alta do IPTU serviu como aprendizado. Um exemplo foi a falta de desmembramento em lotes de condomínios fechados, entre os quais o onde o prefeito mora. "Não tinha ouvido falar disso e agora estamos regularizando todos", disse.

Com a melhor eficiência, surgiram também benefícios para contribuintes. A taxa da coleta de lixo foi revista para baixo neste ano, por considerar somente despesas, sem investimentos. Quem pagou R$ 224 em 2018 pagará R$ 167 em 2019 e pessoas de baixa renda não poderão pagar pela mais do que 100% do próprio IPTU. Ainda, a isenção desse imposto passará neste ano de imóveis de até R$ 150 mil para R$ 440 mil, desde que o contribuinte atinja outros critérios como idade de 63 anos ou mais. (F.G.)

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