O pequeno aplicador que deseja entrar nas Bolsas encontra nos fundos de ações de telecomunicações uma das melhores oportunidades do segmento de renda variável. O diretor da Lloyds Asset Management, Paulo de Sá Pereira, acredita que, nos próximos seis meses, o retorno dos papéis das empresas do setor deve ficar acima da média geral do mercado. Segundo ele, a perspectiva de lucratividade das companhias de telecomunicações é excelente.
O diretor de Mercado de Capitais do Banco Safra, Willian Jedwab, diz que a queda das tarifas, decorrente da competição a ser instaurada com a privatização, deverá ser compensada pela melhora da estrutura de custos e pelo incremento da produtividade, além do aumento da planta das empresas.
Os especialistas entendem que os fundos são o melhor caminho para o pequeno investidor que planeja aplicar em renda variável. Por não estar concentrado em um só papel, o risco é menor. Além disso, a gestão dos recursos fica a cargo de profissionais que acompanham o dia-a-dia de um mercado cada vez mais complexo. Pereira cita como exemplo o próprio setor de telecomunicações: o modelo de privatização adotado prevê a divisão da Telebrás em 12 companhias.
Desse modo, comenta ele, ficará ainda mais complicado definir o preço correto dos papéis. O diretor do Banco Real de Investimento, Julius Buchenrode, destaca ainda que, no caso de quem tem tolerância a risco, o momento pode ser interessante para entrar num desses fundos, uma vez que os preços das ações estão atraentes, por conta das recentes quedas das Bolsas.
A maioria dos fundos de telecomunicações não se limita a comprar apenas papéis das empresas de telefonia. Na carteira dessas aplicações, além de ações como as da Telebrás e Telesp, também existem papéis de companhias que atuam como fornecedoras das ‘‘teles’’, como a Ericsson. Dos fundos consultados pelo Seu Dinheiro, só o Telebrasil, do BB, compra apenas papéis das empresas de telefonia.

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