São Paulo O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse ontem que ''agora é o momento'' para que os trabalhadores obtenham alguma recomposição do poder aquisitivo de seus salários.
''Temos de aproveitar esse momento da campanha salarial de categorias de peso no segundo semestre para recuperarmos um pouco os salários'', afirmou, referindo-se à Campanha Salarial Unificada Nacional que a Força lançará hoje em conjunto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a primeira desde 2000, e que mobilizará metalúrgicos, comerciários, bancários, petroleiros e químicos, entre outras categorias.
Paulinho assegurou que ''nada impedirá'' os trabalhadores de obterem algum aumento real de salário e que ''não existe risco'' de retomada da inflação com a aplicação desse reajuste, como argumentam empresários. ''Toda a vez que há a possibilidade de subirmos um pouco os salários, vêm os mesmos empresários e banqueiros com essa história de risco de inflação. Dessa vez, não adianta. Vamos conseguir o aumento salarial'', garantiu.
O presidente da Força disse que, nos últimos nove anos, a renda do trabalhador brasileiro caiu quase um terço e que essa retração do poder aquisitivo tornou-se insustentável. ''Somente no governo Lula, já perdemos cerca de 7% do poder de compra dos nossos salários. Chorando ou não, os empresários vão ter de ceder'', argumentou. ''Vamos lembrar que muitas empresas do setor industrial e os bancos ganharam muito dinheiro com a crise econômica brasileira'', acrescentou.

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