Para paranaenses, decisão é entrave ao crescimento
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os empresários paranaenses ficaram desanimados com a decisão do Copom em manter a taxa de juros em 16,5%. Segundo eles, a interrupção do processo de queda dos juros básicos da economia trava o crescimento econômico. ''Não faz mais sentido a taxa básica de juros da economia brasileira se repetir pelo segundo mês consecutivo'', afirmou o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), Jefferson Nogaroli.
Para o empresário, já está na hora do governo ousar mais. Segundo Nogaroli, se o governo não acelerar a queda da taxa de juros corre o risco de ver o superávit primário, tão arduamente conquistado, ser corroído pelo pagamento das altas taxas de juros.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, o Brasil precisa mudar o rumo da política monetária para que o País tenha mais condições de fazer investimentos internos. ''Se diminuir o volume de recursos destinados ao pagamento de juros o governo terá mais dinheiro para investir em áreas prioritárias para o desenvolvimento econômico e social do País'', destaca.
Rocha Loures enfatizou que as decisões do Banco Central revelam que o Brasil está com medo de crescer, porque utiliza dos juros para conter a inflação e acaba esfriando a economia. ''A política de juros altos reprime o desenvolvimento'', avaliou.


