Brasília - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, fez ontem um balanço positivo da situação econômica do Brasil. Ao discursar durante a cerimônia de sanção da lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs), no Palácio do Planalto, o ministro disse que o País tem todos os motivos para acreditar que entrou definitivamente numa rota de crescimento de longo prazo.
''Há 30 anos, o Brasil não conseguia ter, convivendo ao mesmo tempo, o equilíbrio de orçamento, uma inflação equilibrada e contas externas fortemente favoráveis como neste momento. O Brasil teve déficits externos de mais de US$ 30 bilhões, hoje faz superávits de balança de US$ 33 bilhões e superávit de conta corrente de mais de US$ 10 bilhões'', afirmou.
Palocci alertou que no Brasil não pode encarar as PPPs como um remédio para todos os problemas do País. Segundo o ministro, muitas reformas ainda são necessárias. ''O conjunto de reformas feitas nesses dois anos faz com que possamos afirmar hoje que o presidente Lula, com o apoio forte do Congresso Nacional, começa a introduzir o Brasil, do ponto de vista das suas instituições, no que há de mais moderno e de mais dinâmico em termos de legislação institucional''.
Palocci ressaltou em especial a Lei de Falências, que segundo ele, vai permitir que o Brasil possa recuperar suas empresas em difícil situação financeira. De acordo com o ministro, empresas com mais de 10 anos de existência não eram recuperadas no país devido à falta desta lei.
Palocci afirmou ainda que a condução da política econômica brasileira visa somente o desenvolvimento social do país. ''Não há sentido em uma política econômica se ela não resulta no aumento da renda, na geração de empregos e no crescimento da nação''. O ministro lembrou que as PPPs são fundamentais para o investimento nos setores que dão grande retorno social, mas pouco retorno econômico.

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