Marcos BorgesRombo domésticoA tarefa dos pais no início do ano exige paciência: concentração de gastos no início do ano pesa no orçamentoO funcionário público José Machado de Oliveira já pagou a primeira parcela para a filha de 16 anos, Ana Carolina, entrar no ‘‘terceirão’’: R$ 275, com apostilas. Ao longo do ano ele vai cobrir mais 11 prestações do mesmo valor e outras tantas despesas para dar à filha o estudo que deu aos outros dois filhos.
‘‘O custo de tudo isso é alto’’, reclama Machado. ‘‘Além de mensalidades, temos a compra de materiais, como sulfite, cadernos, e temos ainda outros gastos extras para manter os filhos na escola.’’ Para um funcionário público, é difícil’’, diz ele.
A comerciária Marta Pinheiro sofre do mesmo mal. E está apenas começando o longo período de gastos com a filha. ‘‘Se não fosse o reembolso da empresa onde o meu marido trabalha, nós não conseguiríamos manter a Gabriela no pr钒, afirma ela. Gabriela, com 3 anos, frequenta uma escolinha que custa R$ 125 por mês. A dificuldade maior, segundo ela, está na concentração dos gastos logo no início do ano.
Regina Prochet também já sabe que é hora de buscar a lista de material escolar do filho de cinco anos. Ela nem imagina quanto vai gastar no kit que Marquinhos levará para o pré. Regina tem outros dois filhos na escola: Mariana, de oito, e Norman, com dez.
Somando as matrículas e as mensalidades dos filhos neste início de ano, a conta fica por volta de R$ 660. Desembolsando uma quantia dessas logo depois das festas de fim de ano e das férias, período de gastos extras, Regina suspira: ‘‘É uma despesa para a qual precisamos nos programar’’.
Valéria Giani diz que não tem tempo para correr o comércio atrás do material pedido pela escola do filho Miguel, de dois anos. ‘‘O menor, Arthur, de um ano, ainda exige muita atenção. Teria que pesquisar uma lista de 50 itens ou mais no comércio’’. Ela vai comprar por R$ 77 o kit que a própria escola montou para as crianças. É caro, barato? No orçamento da família, o valor tem seu peso, assim como a mensalidade de R$ 211 para manter Miguel no maternal. ‘‘E são 12 parcelas no ano, apesar das férias’’, comenta.(B.F.)

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