Para o cliente do HSBC, num primeiro momento, nada muda. Em comunicado, o banco inglês esclareceu que até a conclusão da transação prevista para o segundo trimestre de 2016, nada será alterado para o cliente. "Não há motivo para pânico por parte do consumidor, até porque o Bradesco é um banco sólido", disse a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano.
Ela destacou que todos os direitos que o consumidor tinha com o HSBC têm que ser mantidos. "Não podem ocorrer abusos como, por exemplo, aumentar demais a tarifa mensal", alertou. Ela também disse que o banco tem a obrigação de manter os juros de financiamentos de automóvel e imóvel, conforme está nos contratos.
O Bradesco informou que ainda não tem data para mudança de logomarca e de cartões de contas. Esclareceu ainda que pretende manter o Natal do Palácio Avenida, espetáculo de final de ano tradicional na capital.
O analista de bancos da Austin Rating, Luis Miguel Santacreu, não descarta a possibilidade de o Palácio Avenida se tornar uma espécie de regional Sul do Bradesco. Mas, disse que é inevitável que tenha redução de funcionários. Para o mercado bancário, com a aquisição, diminui ainda mais a concorrência de juros entre os bancos. Ele acredita que se o Bradesco não tiver um bom atendimento para os clientes de poder aquisitivo mais alto do HSBC (categoria premier), eles podem migrar para outros bancos. Agora, com a compra, o Bradesco passa para a terceira posição em ativos, atrás apenas do Banco do Brasil e do Itaú. (A.B.)

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