O superintendente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, considera que a votação do Código foi um trabalho bem executado pelo Congresso Nacional, tendo sido amplamente debatido. ''A lei aprovada é bastante rigorosa ainda, uma das mais exigentes do mundo, e vai dar trabalho atender todos os quesitos'', avalia. Para Ricken, o governo não saiu perdendo com o texto aprovado, que ele sugere ser apresentado na Rio+20 como modelo para outros países.
Na avaliação geral, o superintendente da Ocepar acredita que o texto trouxe avanços, mas aponta também lacunas que precisam ainda ser definidas. Segundo ele, o fim da obrigação de recuperação da Reserva Legal para as propriedades de até quatro módulos fiscais foi importante, tendo em vista que os pequenos produtores não teriam condições de arcar com os custos da ação. A possibilidade de soma das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal é vista como um fator de tranquilidade para os produtores. Já entre as lacunas, Ricken aponta a ausência de definição da área de recuperação nas margens de rios com larguras superiores a 15 metros.
Meio Ambiente
Luiz Tarcisio Monsanto Pinto, presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), afirma que antes da votação do Código Florestal não havia nenhuma definição em lei do que podia ou não. ''Com a implantação, as regras vão ficar mais claras.'' Além disso, o presidente acrescenta que o código irá viabilizar o pagamento de serviços ambientais, minimizar o desmatamento, aumentar a recuperação e certificação de áreas, dentre outros. Pinto destaca que com a implantação dessas regras, o Paraná passará a ser modelo em sustentabilidade. O posicionamento oficial da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná é de que a lei será cumprida. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o secretário Jonel Iurk, ainda está analisando o texto aprovado na última quarta-feira e, por isso, não pode se posicionar a respeito dos detalhes.(R.M./M.F.)

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