Para o segmento, grande desafio é a sobrevivência
São Paulo - Apesar de serem grandes geradoras de emprego, as micro e pequenas companhias ainda deixam a desejar na questão da renda: a remuneração média de seus empregados era de 1,7 salário mínimo por pessoa em 2001, ante 4,3 salários pagos nas empresas maiores.
O grande desafio para o segmento, segundo Saldanha, é a sobrevivência, já que muitas empresas não chegam nem aos seis meses de vida. ''Nos primeiros meses, o lucro não costuma ser suficiente para que o empresário faça retiradas imediatas. Se ele não contar com um capital para se manter, acaba fechando as portas'', analisa o especialista do IBGE.
Tanto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quanto a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil disponibilizam financiamentos para micro e pequenas empresas, mas nem sempre esses programas chegam ao conhecimento dos empreendedores. Além disso, as taxas são calculadas com base no juro da economia, atualmente de 22% - o terceiro maior entre os países de todo o mundo, segundo o ranking da consultoria Global Invest. ''Certamente, as micro e pequenas empresas podem ser um dos motores da economia, se devidamente amparadas, com maior acesso ao crédito e juros mais baixos'', conclui Saldanha.





