Para o mercado, moratória no País é inevitável
Os mercados financeiros estavam mais convencidos ontem de que a moratória é praticamente inevitável no caso da Indonésia, por causa de sua gigantesca dívida pública e privada. A maior parte das companhias indonésias são incapazes de pagar, imediatamente, os serviços dos débitos em dólar, e a decretação de moratória unilaterial apenas confirmaria uma situação de fato, afirmou Chris Tinker, chefe-regional do Departamento de Economia e Pesquisas do Ing-Barings em Hong Kong.
As dívidas do país somam US$ 133,3 bilhões. Além dos US$ 52,4 bilhões em débitos do setor público, o endividamento das empresas indonésias está em aproximadamente US$ 65,6 bilhões, além dos US$ 15,3 bilhões em commercial papers, títulos emitidos pelas companhias para captar recursos de curto prazo no mercado.
Historicamente não há um padrão predeterminado para uma declaração de moratória, pois o perfil das dívidas de cada país é diferente. No caso da crise da década de 80, na América do Sul, a maior parte dos débitos pertencia ao setor público. Na Indonésia, assim como em outros países asiáticos, boa parte da dívida externa foi contraída pelo setor privado. Isso significa que o governo indonésio terá de garantir os débitos empresariais, transformando-os em dívida soberana, ou será obrigado a recomendar às empresas que suspendam os pagamentos, avalizando oficialmente a decretação de moratória.





