O governo brasileiro reagiu de forma enérgica à decisão da agência Moody’s Investor’s Service que se decidiu pelo rebaixamento do rating de títulos do Brasil e reduziu a classificação de risco de bancos brasileiros. Em nota oficial, o Ministério da Fazenda considerou um ‘‘equívoco’’ a decisão da agência, ‘‘fruto de desinformação’’.
Enfatiza a nota que a Moody’s não levou em conta ‘‘os progressos estruturais já realizados pelo País na construção de um novo regime fiscal’’. Na prática, o risco da dívida brasileira, em moeda estrangeira e moeda local, passou de ‘‘B1’’ para ‘‘B2’’, equivalente aos dos papéis de Paraguai, Venezuela e Nicarágua.
O governo rejeitou especialmente a avaliação feita pela Moody’s para os títulos emitidos em moeda local. A nota destaca que o Brasil tem uma longa tradição de financiamento no mercado interno. ‘‘Isso decorre da sofisticação do sistema financeiro brasileiro e da existência de já consagrados mecanismos de interação entre o mercado, o Tesouro Nacional e o Banco Central.
Enfatiza ainda a nota que o governo sempre foi capaz de rolar sua dívida interna, ‘‘mesmo em momentos em que os fundamentos econômicos não eram tão sólidos como agora’’. ‘‘Além disso, a Moody’s não observou os procedimentos usuais de diálogo e consulta com o Brasil’’.

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