A pecuária brasileira tem desafios muito maiores que a dos países vizinhos por ter a Índia como principal competidora. O Brasil terá de investir mais para melhorar a qualidade do produto e assim chegar aos mercados que mais bem remuneram: Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. A análise foi feita durante a 1ª América Bovina por Alexandre Mendonça de Barros, sócio consultor da MB Agro e membro do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
"No ano que vem, a Índia vai superar o Brasil como maior exportador, evidentemente com uma carne de qualidade inferior, mas com preço mais competitivo", afirmou. Ele ressaltou que, enquanto Uruguai e Argentina têm antigo histórico no mercado internacional, o Brasil passou a exportar há cerca de dez anos. "Nossa estrutura de exportação é voltada aos mercados mais pobres. Vendemos sobras de corte menos nobres que não são absorvidos no País", disse.
Barros destacou que 80% do rebanho brasileiro é zebuíno, com diferentes características. "São diferentes padrões de acabamento. Não temos homogeneidade de oferta que as raças europeias permitem", declarou. Portanto, de acordo com ele, o desafio da pecuária brasileira é "transformar as raças zebuínas em animais de padrão não tão distante das europeias". (N.B.)

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