Para o Brasil, ganhos em infra-estrutura
Brasília - Os chineses concordaram em encomendar pelo menos 10 aviões da Embraer em 2005. É melhor do que o nada que se tinha até agora, mas não chega ao total que a empresa considera necessário para manter seu investimento na China, segundo informações da área técnica. Além disso, os chineses concordaram em revisar sua estrutura tarifária, para reduzir os impostos sobre as aeronaves de pequeno porte.
A fatura dos chineses não acabou aí. A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram um acordo de cooperação para construção de um gasoduto ligando o Rio ao Nordeste com a China Petrochemical Corporation e o Eximbank da China. Esse projeto vinha sendo disputado pelos japoneses e o governo estava dividido. Venceu a decisão política de favorecer o parceiro considerado mais estratégico no momento.
Os maiores ganhos para o Brasil se concentram na infra-estrutura. Segundo Furlan, há um potencial de US$ 10 bilhões em investimentos nessa área. Os chineses têm uma disposição imediata de US$ 2 bilhões, mas o problema é que o Brasil ainda não tem uma legislação para as Parcerias Público-Privadas (PPP).
Outra área que representa uma boa promessa é o etanol. Foi assinado um memorando de entendimento na área industrial que envolverá a transferência de tecnologia para produção e utilização de álcool do Brasil para a China.
O encontro de Lula e Hu Jintao começou com meia hora de atraso, porque o ônibus que trazia os soldados em uniforme de gala que ficariam posicionados na rampa do Palácio do Planalto quebrou. Antes da cerimônia de assinatura de atos, Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem a Yasser Arafat. (AE)





