O discurso é genérico: todos lembram a dificuldade de encontrar um emprego com carteira assinada e se dizem muito felizes em conquistar uma vaga, mesmo que temporariamente. Os postos de trabalho abertos no final de ano são para muitos jovens a chance de conquistar o primeiro emprego e a oportunidade de sair da fila do desemprego.
Depois de um ano desempregado, Reginaldo Silva Barandão, 19 anos, já consegue vislumbrar a possibilidade de estar empregado em 2006. Ele foi uma das 75 pessoas que a Riachuelo contratou para o final de ano. ''Estou muito feliz. Lá fora está muito difícil de encontrar um emprego com carteira assinada. Vou me esforçar bastante para ser efetivado no próximo ano'', afirmou o jovem.
O mesmo objetivo será perseguido por Jorge Augusto Cândido Diniz, 21 anos. Sem nenhuma experiência no comércio e desempregado desde que chegou em Londrina vindo de Marília (SP), há quatro meses, o rapaz assegurou que vai batalhar para fazer do emprego temporário o permanente. ''Essa é a chance de conseguir um emprego fixo e não vou desperdiçá-la'', reforçou.
Ainda mais feliz está a jovem Cintia Hashimoto de Lima, 18 anos, contratada temporariamente pela Humanitarian. ''Esse é o meu primeiro emprego com carteira assinada, estou me realizando. Está muito difícil de conseguir um emprego fixo. Agora vou me esforçar bastante para ser efetivada pela empresa'', afirmou Cintia, que antes fazia bicos como vendedora. (E.Z.)

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