Para ministros, País absorverá bem reflexos da guerra
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quinta-feira, 06 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília - Por meio de dois ministros, o governo procurou mais uma vez transmitir sinais de tranquilidade sobre os efeitos na economia do País de uma guerra entre Estados Unidos e Iraque. ''O Brasil vai passar bastante bem nesse período de conflito'', disse o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, ontem, em entrevita coletiva.
Segundo ele, os efeitos do conflito não devem ser exagerados. Mais cedo, em visita ao Congresso, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu também foi enfático: ''o País está absolutamente preparado, as consequências são mínimas porque o Brasil hoje não é dependente de petróleo como era antigamente''.
Segundo Dirceu, os efeitos da guerra, de certa maneira, já estão contabilizados. ''Evidentemente já houve um reflexo nos juros'', afirmou, referindo-se ao aumento da taxa Selic de 25% em dezembro para 26,5% em fevereiro, ressaltando que os indicadores da economia são positivos. ''Houve uma melhora do risco Brasil, porque há confiança na política do governo no exterior.''
Para Furlan, a economia não sofrerá um impacto exagerado, pois ''o preço do barril de petróleo deve se acomodar com a confirmação ou não de uma guerra''. Segundo ele, a tendência do mercado é acalmar, considerando que os preços já subiram com a expectativa de uma guerra.


