Para ministro, este é o ano da indústria sustentar a economia
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terça-feira, 27 de julho de 2004
Agência Estado 
Ribeirão Preto - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse, ontem, em Ribeirão Preto, durante o 1º Seminário de Oportunidades de Negócios Internacionais, que este é o ano da indústria. ''Em 2003, o agronegócio sustentou a economia brasileira, e neste ano estamos tendo uma recuperação industrial'', disse Palocci, que hoje, em Brasília, participa de uma reunião com sua equipe técnica e o ministro do desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, para discutir a capacidade instalada das empresas.
Palocci lembrou que no primeiro semestre de 2004, o setor industrial gerou quase 400 mil empregos, principalmente nas regiões metropolitanas, enquanto em todo o ano de 2003 foram gerados 670 mil empregos formais, principalmente no interior, no setor do agronegócio.
Acrescentou ainda que no primeiro semestre desse ano, foram gerados um milhão de empregos formais, contra 300 mil no mesmo período do ano passado. ''O dado deste é o melhor dos últimos 12 anos, com perspectiva favorável para o emprego'', disse Palocci.
Sobre a reunião de hoje, ele disse que há um espaço importante no País para as indústrias ocuparem, inclusive criando um quarto turno de trabalho. Palocci citou que as indústrias estão investindo fortemente, exemplificando o setor do aço, que no começo do ano anunciou US$ 7,5 bilhões na expansão de sua capacidade instalada. Também citou que o setor de papel e celulose, mesmo perto de sua capacidade, terá fábricas a serem inauguradas nos próximos meses, consumindo alguns bilhões de reais.
''É desejável que aumentem os investimentos no Brasil, vencendo os nossos limites para melhorar a lucratividade das empresas, mas penso que entre a retomada da atividade econômica e os nossos problemas, não teremos um gargalo que seja intransponível'', emendou o ministro da Fazenda. Ele também citou que o setor energético está construindo 17 usinas, o que evitará surpresas desagradáveis, como em 2001, o que poderia comprometer o processo de retomada.
Carga tributária - Palocci disse que o recente aumento da carga tributária, motivado pela incidência da Cofins sobre produtos importados, deverá chegar a um patamar desejável, pois, segundo ele, a subida ocorrida em maio e junho não permancerá indefinidamente. ''A mesma coisa ocorreu com o PIS em 2003 nesta época do ano, chegando a 27%, 30%, mas em outubro estava em 2%, totalmente compatível com a atividade econômica''. Para o ministro, o aumento da carga tributária deste ano deve-se, consequentemente ao aumento da atividade econômica.


