Para ministério, não há previsão de novo aumento
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sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Das agências 
Rio de Janeiro - O secretário executivo do Ministério das Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, afirmou ontem que o ministério não está a par de um novo aumento de combustíveis. O secretário enfatizou que a decisão cabe à Petrobras. Segundo ele, a empresa analisa fatores externos para decidir sobre o reajuste. ''Tudo indica que estamos chegando a um patamar superior (de preços do petróleo), mas ainda não há definição de que patamar é este'', disse Tolmasquim.
Na quinta-feira a Petrobras anunciou um aumento da gasolina e do diesel, o primeiro desde 14 de junho, quando os combustíveis foram reajustados em cerca de 10%. Segundo analistas, o aumento desta semana não corrige a defasagem de preços.
O banco UBS calcula que se a Petrobras quiser manter a paridade dos preços de seus produtos diante da recente alta do petróleo, terá de promover um aumento dos preços nas refinarias que ficaria entre 18,5% e 25,5% para a gasolina e entre 15% e 17% para o diesel, dependendo de qual o mercado internacional for tomado como referência, do Golfo do México ou caribenho. Os analistas do UBS, Marcelo Mesquita e Márcio Britto, em nota para clientes, afirmam que, diante dos aumentos anunciados pela estatal, os preços da gasolina no Brasil ainda requerem uma nova elevação entre 14% e 21% e do diesel entre 8,5% e 10,5% para atingir o nível de paridade com as importações do petróleo.
Segundo eles, a Petrobras deve anunciar a maior parte do aumento dos preços dos derivados no mais tardar em meados de novembro ''como forma de não apenas eliminar qualquer pressão altista para 2005 mas também de criar uma possível expectativa deflacionária para o próximo ano, no caso de os preços do petróleo cairem nos próximos seis ou oito meses''.
Os analistas do UBS alertam que o tamanho da alta anunciada quinta-feira, comparada à extensão do reajuste necessário, reforça os temores do mercado de que o governo ''poderá usar a Petrobras para subsidiar o País, machucando assim os interesses'' dos seus acionistas minoritários.


