Rose Carreiro: ideal é planejar a viagem com, no mínimo, seis meses de antecedência
Rose Carreiro: ideal é planejar a viagem com, no mínimo, seis meses de antecedência | Foto: Gustavo Carneiro



A queda da cotação do dólar, que neste ano teve pico em R$ 4,16 no dia 21 de janeiro e fechou a R$ 3,23 nesta terça-feira, virou motivo de comemoração pelas agências de viagem e pelos turistas, que voltaram a procurar destinos no exterior. Para quem vai viajar, a dica é comprar a moeda norte-americana aos poucos até o dia do embarque. Assim, a pessoa garante um bom preço médio e minimiza os riscos de o custo final da viagem ficar acima do esperado.
Consultora de viagens da agência Albatroz Turismo de Londrina, Rose Carreiro conta que a disparada do dólar em 2015 influenciou no comportamento dos turistas, que passaram a fugir dos pacotes internacionais. Atualmente, porém, há um movimento contrário. "Desde setembro, passamos a observar o fechamento de viagens imediatas, muito próximas da data de embarque. E, nas últimas semanas, percebemos a retomada do interesse em fechar pacotes para o fim do ano", explica.
Segundo ela, a empresa tem conseguido atender aos clientes com boas opções de pacotes para os destinos desejados. A consultora diz que há companhias aéreas que costumam oferecer promoções de 30 a 50 dias antes da data de embarque. Mas bom mesmo é planejar as férias com uma antecedência de seis a dez meses, quando a economia pode variar de 30% a 70%, com melhores condições de se negociar passeios e hospedagem e de obtenção de bônus para determinados pacotes.

Milton Miyazaki: cartão pré-pago é boa dica para os turistas pagarem suas contas lá fora
Milton Miyazaki: cartão pré-pago é boa dica para os turistas pagarem suas contas lá fora | Foto: Celso Pacheco



Além da atenção ao custo da viagem, quem pretende viajar para fora do País deve estar atento às opções de pagamentos disponíveis. Uma dica é usar o cartão pré-pago. Assim, o turista não fica refém da variação cambial que possa ocorrer entre a compra e o vencimento da fatura no cartão de crédito, por exemplo.
Do Imposto sobre Operação Financeiras (IOF), não há como escapar. "Tanto no cartão de crédito quanto no pré-pago, o IOF é de 6,38%. Na compra com dinheiro em espécie, é de 1,10%. É importante ponderar que não se deve levar todo o valor destinado à viagem em dinheiro", afirma o consultor de negócios Milton Miyazaki, da casa de câmbio Western Union. "Há o risco de roubo e extravio, além de um limite que pode ser levado em espécie, equivalente a R$ 10 mil na moeda estrangeira", completa.

Imagem ilustrativa da imagem Para minimizar riscos



Segundo ele, o melhor é mesclar cartão pré-pago com dinheiro em espécie. "O cartão pré-pago traz conforto e, no caso de existir necessidade de um valor a mais, basta pedir para alguém carregar o cartão no Brasil", ensina.

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