Imagem ilustrativa da imagem Para Meirelles, viagem à China ‘foi um sucesso’
O ministro da Fazenda voltou da Ásia sem acordos, mas afirmou que o G20 confia na recuperação do País



Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apresentou um discurso otimista ao retornar da viagem que fez à China com o presidente Michel Temer. Ao chegar ao ministério, o dirigente da Pasta afirmou que a participação do Brasil na cúpula do G20 "foi um sucesso". Segundo ele, todos estavam muito interessados em entender exatamente qual é a situação do País e compreender o que está acontecendo com a economia brasileira hoje.

"Todos confiam na recuperação do Brasil e estão preparados para considerar seriamente a hipótese de investimento aqui. Existem países que pretendem avançar em negociações comerciais", disse o ministro, visivelmente cansado após a longa viagem.

Ainda segundo Meirelles, foram discutidos também temas no âmbito internacional, na questão da área climática e de relações comerciais justas. De acordo com ele, o governo brasileiro também explicou qual é a situação do Brasil. "(Falamos) o que já temos feito e o que estamos propondo. Foi uma participação muito importante", afirmou.

Essa foi a primeira viagem de Temer como presidente da República após a cassação da presidente Dilma Rousseff e o primeiro encontro do G-20 com a presença de Meirelles na Fazenda. A comitiva brasileira retornou ontem, para que Temer possa se preparar para o desfile de 7 de setembro.

Ata do Copom
Ao mesmo que retiraram a avaliação de que não há espaço para a flexibilização da política monetária, os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central demonstraram "satisfação" com o progresso nas perspectivas de desinflação da economia brasileira em "horizontes relevantes". É o que mostra a ata divulgada ontem pelo Banco Central.

Ao mesmo tempo, eles demonstraram preocupação com as expectativas de inflação para 2017 apuradas pela pesquisa Focus do BC e a projeção de inflação para o mesmo ano sob as hipóteses do cenário de mercado, ambas situadas acima da meta de 4,5%.

Na ata, os membros do Copom informam que discutiram ainda as implicações de explicitar condicionalidades econômicas sobre a evolução da política monetária, em contraste com a comunicação vigente. "cujo caráter poderia ser entendido como temporal", disse o BC, sem dar explicações.

Segundo o Copom, para dadas condições monetárias, condicionar a evolução futura da política monetária a fatores relevantes para a inflação transmite melhor a racionalidade econômica que guia as decisões do Comitê. "Isso contribui para aumentar a transparência e melhorar a comunicação do Copom", avaliou a ata.

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