A diretora de políticas de Educação Especial do Ministério da Educação, Martinha Clarete dos Santos, afirma que as escolas e empresas devem ser inclusivas e que não existe necessidade de criação de cursos especiais para os deficientes.
Ela defende que as barreiras que impedem esse público de frequentar as escolas regulares sejam eliminadas em vez de segregá-los. Martinha diz que as empresas também devem adotar o mesmo princípio. ''A nossa política é afirmativa e defende que o empresário e a sociedade em geral mudem essa lógica de que deve ter isenção fiscal para adequar o ambiente para o deficiente e tenha ciência de que é obrigação da sociedade oferecer esses equipamentos de acessibilidade'', sustenta.
Ela afirma que essa política afirmativa está no caminho certo e expõe que desde 2003 o número de alunos com deficiência em escolas regulares passou de 28% para 69% em 2010. Caso a pessoa já não esteja em idade escolar, a diretora orienta a procurarem os centros públicos de reabilitação para que obtenham autonomia. ''A deficiência visual não deve ser motivo de tutela ou invalidez'', argumenta Martinha.
Sobre o BPC, benefício concedido pela Previdência Social, ela acrescenta que é destinado a pessoas em situação de extrema pobreza. Martinha diz ainda que o Congresso Nacional colocou em discussão se aqueles que recebem o benefício podem acumular e continuar trabalhando paralelamente. Também diz que o Congresso estuda se o deficiente pode continuar recebendo a pensão oriunda do falecimento dos pais. (V.O.)

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