Para Kohler, FMI deve dar mais apoio a países emergentes
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segunda-feira, 15 de maio de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
O novo diretor-geral do Fundo Monetário Nacional (FMI), Horst Kohler, afirmou ontem que a estabilidade econômica precisa também de desenvolvimento social. A declaração foi feita depois de Kohler reunir-se com o presidente Fernando Henrique Cardoso, na sede do BNDES, após a abertura do XII Fórum Nacional do Instituto dos Altos Estudos.
Kohler ressalvou que o governo brasileiro vem dando atenção a este tema, e citou como exemplo as informações citadas pelo presidente durante o seu discurso na abertura do evento. O diretor do FMI contou que, na conversa, ele e o presidente concordaram que a instituição deve dar mais atenção aos países emergentes.
Kohler também elogiou a equipe econômica, que, para ele, está no caminho certo, como demonstrou a recuperação do País após as crises que resultaram na desvalorização do real, no início do ano passado. Para o processo de recuperação continuar, Kohler receitou mais reformas estruturais, privatização e o aumento da poupança interna.
O diretor do FMI, que assumiu o cargo há 10 dias, reconheceu que a instituição é vista com desconfiança pela população brasileira. Mas ele acredita que, à medida que as políticas apoiadas pela instituição no País forem mostrando seu resultado, esta desconfiança pode se transformar em apoio.
Kohler defendeu uma estratégia mais ativa do FMI para divulgar seu trabalho, para reverter as críticas que o fundo vem sofrendo de organizações não-governamentais e associações de classe. O fundo certamente precisa ser mais ativo em explicar sua política, deixar sua posição mais transparente, afirmou.
Sobre a reunião com o presidente, Kohler contou que ambos também entraram em consenso sobre as vantagens da globalização para os países emergentes e em desenvolvimento. Mas é preciso ter uma melhor idéia de como estes países podem ter acesso ao crescimento, ressalvou.
Antes de encontrar-se com o presidente, Kohler reuniu-se com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e outros integrantes da equipe econômica, para tomar conhecimento do trabalho que vem sendo feito pelo governo para o ajuste de suas contas. Ele estava acompanhado dos principais dirigentes do fundo que negociam com os países do hemifério ocidental e a América Latina.


