O presidente da Confederação Nacional da Indústria, do Brasil (CNI), Carlos Eduardo Moreira, reconheceu ontem que a economia brasileira vive ''um momento muito delicado'', embora tenha feito um apelo para que ''não se instale o pânico''.
Pressionado pela insegurança depois dos ataques terroristas aos EUA, o real atingiu sua pior cotação histórica na última sexta-feira, ao cair a 2,8 reais por dólar, contra 1,9 com que abriu o ano no dia 2 de janeiro passado. Essa conjuntura faz temer à indústria um encarecimento dos custos de produção e financiamento, contração por falta de mercados, e do consumo interno.
O presidente do Conselho da Sadia, Luis Fernando Furlan, disse ontem que a alta do dólar em relação ao real é muito preocupante porque, de uma ou outra forma, o governo havia conseguido isolar, pelo menos até agora, taxa de câmbio de inflação. ''Esse exagero na cotação do dólar certamente terá reflexos nas metas de inflação do governo'', alertou. Além disso, acrescentou, as multinacionais vêm recebendo ordem de suas matrizes para proteger não só os investimentos, mas também os resultados.
Moreira Ferreira disse que espera ''bom senso'' da equipe econômica do governo para conduzir a nova crise cambial que se abateu sobre o Brasil. ''Espero que o governo consiga encontrar o bom caminho''.

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