O crescimento da indústria deve continuar alto este ano, segundo o chefe do Departamento de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sílvio Sales. Para ele, ‘‘a conjuntura atual é amplamente favorável e não há nenhum sinal de reversão na trajetória de expansão da indústria’’.
Sales observou que há vários fatores influindo positivamente. Entre eles, estão a recuperação do mercado de trabalho, queda da taxa de juros, melhores condições de crédito ao consumidor e aumento da confiança do consumidor.
Ele citou as sondagens da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mostram otimismo dos empresários e expectativa de aumento da produção. O coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, confirma que tanto a sondagem quanto indicadores industriais sinalizam que a produção industrial deve continuar crescendo a taxas altas em 2001, inclusive gerando empregos como em 2000.
Já a consultora da Tendências Caroline Silveira avalia que a indústria deve continuar crescendo, mas a taxas menores, entre 3% e 4%. A expansão da produção industrial, de acordo com ela, deverá também ser mais homogênea entre os vários segmentos, em vez de seguir o modelo deste ano, em que a taxa geral foi puxada fortemente pelos bens de consumo duráveis (como automóveis e motocicletas), que tiveram crescimento de 20,5% em 2000.

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