Os ganhos com a produtividade entre os trabalhadores norte-americanos, que têm contribuído para manter a economia dos EUA em nível recorde de expansão sem provocar pressão inflacionária, apresentam poucos sinais de recuo, disse o presidente do Fed (banco central dos EUA), Alan Greenspan, na distrital de Kansas do Fed, durante simpósio realizado em Jackson Hole, Wyoming. Mas, acrescentou, uma queda nas taxas da produtividade é inevitável e quando ocorrer poderá desacelerar o crescimento da economia dos EUA e deteriorar a sustentação da globalização econômica.
‘‘A mais recente onda de inovações tecnológicas provocou elevação nas taxas de retorno dos investimentos em alta tecnologia norte-americanas, as quais levaram a grande avanço do ritmo de aprofundamento do capital e a um crescimento acelerado da produtividade’’, afirmou. ‘‘De fato, ainda é difícil encontrar evidências confiáveis nos EUA de que a taxa de crescimento da produtividade estrutural esteja recuando’’, acrescentou.
Na reunião da última terça-feira, as autoridades monetárias norte-americanas, comandadas por Greenspan, deixaram as taxas de juro inalteradas, com a justificativa de que a ameaça inflacionária imposta pelo rápido crescimento da nação tem sido mantida sob controle com os ganhos com produtividade. Por quanto tempo tais ganhos durarão é uma questão sem resposta, afirmou Greenspan. ‘‘Se soubéssemos em que estágio da atual onda tecnológica estamos, poderíamos, acredito, projetar seguramente quando tais elevadas taxas de mudanças nas expectativas de lucros no longo prazo, de crescimento da produtividade e, por essa razão, a criação saudável ofereceriam retorno para um mais histórico momento’’, afirmou.

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