O secretário de Política Agrícola do Mapa, Caio Rocha, afirmou que entende as reivindicações feitas pelos produtores e entidades paranaenses, mas que caso o plano fosse anunciado em fevereiro, não haveria como conseguir o reajuste do preço mínimo do trigo. ''O preço mínimo não sofria reajuste há dois anos. Além disso o apoio à comercialização do trigo vem na hora certa, no tempo de produtor. Não tínhamos autorização para apresentar a alteração de 5% no preço antes do mês de maio'', disse.
Rocha ainda destacou que, no caso específico do Paraná, o trigo ainda é uma cultura de rotatividade e compete com o milho safrinha, então é compreensível a queda na produção. ''A rentabilidade para o produtor do milho safrinha é de 40%. Já para o de trigo cai para cerca de 15%. O que você prefere plantar? Então os agricultores do Estado têm esta opção. Já no Rio Grande do Sul eles começam a plantar o trigo agora. Lá eles perderam muita soja e não têm plantação de milho safrinha, por isso a produção deve ser maior'', explicou.
O ministro da Agricultura Mendes Ribeiro informou que os estados têm a garantia de que o governo está atento à questão do preço no escoamento da produção das culturas de inverno. Inclusive com relação à importação do produto vindo da Argentina. ''Agora existe a disponibilidade de recursos na ordem de R$ 3 bilhões para os produtores. Este era o momento exato para o anúncio oficial'', destacou. (R.C.J.)

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