Para governo, desafio da agricultura é exportação
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terça-feira, 03 de abril de 2001
Osmani CostaDe Londrina 
Não adianta aumentar a produção do setor agrícola e ter seguidas supersafras se o excedente de grãos termina parado nos estoques sem comercialização e forçando a queda dos preços. Esta é a opinião do governo federal, que foi afirmada ontem em Londrina pelo diretor de planejamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Abastecimento, o economista Célio Porto.
Porto fez palestra na 41ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina sobre as perspectivas da agricultura nestes dois últimos anos do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e afirmou que o caminho a ser trilhado é o do aumento das exportações. Este é o nosso grande desafio: conquistar novos mercados para os produtos brasileiros. Produzir mais e vender mais. Mas para isto temos que ter competitividade. Diminuir o custos de produção, o custo Brasil para exportação e ao mesmo tempo produzir excedente de melhor qualidade, comentou.
Segundo Porto, os próprios produtores estão se cansando de produzir excedentes e não terem para quem vender; ou serem obrigados a comercializar o produto com baixos preços. Precisamos e estamos investindo numa política de comércio exterior mais agressiva. Ao mesmo tempo, estamos aperfeiçoando a proteção aos produtores através das compras para os armazéns do governo e do contrato de opção, explicou ele.
A produção de milho cresceu muito e não temos escoamento interno garantido. Depois de 20 anos, voltamos a exportar o produto para a Europa e Japão. Mas ainda em pequena quantidade; temos que aumentar nossas exportações urgentemente, enfatizou. O mesmo ocorreu com o algodão. Temos um bom excedente que precisa ser exportado.


