Imagem ilustrativa da imagem Para garantir o futuro



Manter um bom padrão financeiro durante toda a vida pode parecer utopia para a maioria dos brasileiros. Mas, quem começa a se planejar financeiramente desde jovem tem toda chance de alcançar esse objetivo sem se matar no trabalho. É o que garante o fundador e CEO das empresas LifeFP e Life Academy, André Novaes. Na semana passada, ele veio de Campinas para uma palestra na Unimed Londrina, onde apresentou novos conceitos, deu dicas, e fez simulações do quanto é preciso aplicar mensalmente para garantir um futuro tranquilo
Segundo os cálculos de Novaes, um jovem de 30 anos precisa investir R$ 877 por mês para ter uma renda vitalícia de R$ 5 mil, a partir dos 65 anos. Já quem começa a poupar aos 50 anos, terá de dispor de R$ 4.298 mensais. Se a renda desejada é R$ 10 mil, serão necessários R$ 1.755 de investimentos mensais para a pessoa de 30 anos e R$ 8.596 para a de 50.
As simulações foram feitas com uma taxa de juros de 0,4% mensal, no conceito de perenidade. Independentemente da idade da pessoa em sua morte, sobrará o patrimônio acumulado para os herdeiros. Ele é de R$ 1,2 milhão para a renda mensal de R$ 5 mil e de 2,5 milhão para a de R$ 10 mil (ver quadro).
O esforço para quem demora a se preocupar com o futuro é muito maior que o do jovem poupador. "Um dos dogmas que nós temos é deixar para cuidar do dinheiro quando tivermos muito dinheiro. É como esperar ficar bem fisicamente para entrar na academia. Ou esperar sarar para depois ir ao médico", compara.
E, chegar ao objetivo desejado, segundo o especialista, requer mais que disciplina. "É preciso transformar boas intenções em intencionalidades", afirma. As boas intenções, segundo o planejador, têm a ver com vontades, enquanto as intencionalidades estão relacionadas a propósitos. E mais: "É preciso ter clareza de onde estamos e onde queremos chegar", aconselha.

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O brasileiro, na visão do especialista, preciso entender o planejamento financeiro de um modo diferente. "Quando pensamos em investimento, pensamos no dinheiro que sobra. Mas investimento tem de ser algo intencional", diz ele, ressaltando que é necessário estabelecer valores a serem aplicados mensalmente como se fossem uma conta a pagar.
Tendo atendido cerca de 3 mil famílias no Brasil, Novaes diz que as pessoas "se preocupam demais com o dinheiro porque se preocupam de menos" com seus projetos de vida. "De nada adianta acumular por acumular. Temos de usar os recursos para melhorar nossas vidas. É preciso colocar o dinheiro a serviço da vida e não a vida a serviço do dinheiro. O grande desafio é olhar para a vida financeira e responder quem manda em quem", declara.
Falar sobre dinheiro é importante, mas as famílias não estão preparadas para isso. "Geralmente é traumática a conversa porque rapidamente se começa a discutir quem está certo e quem está errado", alega.
O especialista ainda ressalta a existência no Brasil do mito da casa própria, que é passado de geração em geração. Mas convida seus clientes a refletirem sobre essa crença. Durante a palestra, ele apresentou cálculos mostrando que o aluguel de uma casa tende a ser melhor negócio, desde que o dinheiro que seria usado para a compra do imóvel seja bem aplicado em produtos financeiros.

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