Para Fraga, País está sendo testado
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segunda-feira, 14 de maio de 2001
Agência Estado Do Rio 
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, admitiu ontem que o País vive um momento conjuntural bastante adverso, que pode ser considerado como um teste. Segundo ele, são problemas sérios e que nos colocam em risco, mas existem as condições de superá-los como um país que foi testado, sobreviveu ao teste e saiu fortalecido, afirmou.
Em palestra no 13º Fórum Nacional, que prossegue hoje na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Fraga ressaltou que o País está estruturalmente posicionado para uma trajetória de desenvolvimento e crescimento, mas por outro lado tem o desafio das turbulências atuais. O estrutural vai ganhar, afirmou o presidente do Banco Central.
Fraga referiu-se várias vezes às turbulências do País, mas manteve um tom otimista. Ele ressaltou a necessidade de redução do chamado risco Brasil, para diminuir a vulnerabilidade diante dos problemas externos.
Para o presidente do BC, sem a conquista da credibilidade na área macroeconômica e a redução de maneira definitiva do risco do País, será difícil realizar os sonhos de crescimento e desenvolvimento. Ele afirmou que momentos de turbulência, como o atual, deixam clara a necessidade de que o Brasil chegue ao estágio de baixo risco para o mercado.
Para Fraga, é possível fazer a comparação de que o Brasil está na ponta de um galho e, quando este é sacudido, tudo o que está na ponta é o que pula mais. O Brasil não tem chance se não conseguir galgar este degrau, afirmou. O presidente do BC disse ainda que alcançar o baixo risco está ao alcance do País. Não é um sonho impossível, disse.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, que também participou ontem do Fórum Nacional, admitiu que o volume de investimento direto estrangeiro na economia brasileira este ano será inferior ao registrado em 1999 e em 2000.
O investimento direto virá. É claro que os US$ 30 bilhões de 1999 e 2000 não se repetirão devido aos problemas nos Estados Unidos, à crise de mais de uma década no Japão e às revisões para baixo das expectativas de crescimento da União Européia., afirmou. Ele garantiu que a meta de inflação deste ano será cumprida e que, no mês que vem, o governo anunciará a meta para 2003.


