O FMI deve reduzir sua previsão de crescimento para os Estados Unidos, a Alemanha e o Brasil, mas deve manter inalterada suas projeções para o crescimento global neste ano e no próximo. As informações constam de uma cópia do relatório obtida pela agência de notícias Reuters. O documento será oficialmente divulgado na semana que vem.
No relatório de novembro, o Fundo Monetário Internacional afirmava que o Brasil cresceria 2% neste ano e também 2% em 2002. Mas, enquanto a projeção para 2002 permanece a mesma, o FMI diz agora que o País crescerá apenas 1,8% neste ano.
O número é bem inferior ao esperado pelo governo brasileiro. Nesta semana, o presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que espera uma expansão de 3% no PIB (Produto Interno Bruto) do País neste ano. Segundo FHC, o crescimento será ''seguramente'' superior a 2%.
Normalmente, o FMI publica duas edições do relatório ''Perspectivas da Economia Mundial'', em abril e setembro. Mas, devido ao impacto dos atentados de 11 de setembro, o segundo relatório foi revisado. O segundo ajuste se explica pelos novos rumos da economia depois de os EUA terem entrado em recessão e a crise do Japão ter se aprofundado.
Os técnicos do Fundo reviram o crescimento norte-americano ligeiramente para baixo. Em novembro, a previsão era que os EUA encerrassem o ano com uma expansão de 1,1% no PIB. Agora o FMI fala em crescimento de 1%.
Cartilha O Fundo Monetário Internacional (FMI) prepara um relatório sobre a reforma tributária no Brasil. Uma missão do FMI, chefiada pela diretora-fiscal da instituição, Tereza Ter-Minassian, colhe no País informações para o estudo. O representante do FMI no Brasil, Rogério Zandamela, informou que a expectativa é que o parecer seja divulgado no primeiro trimestre de 2002. Segundo Zandamela, o documento servirá para subsidiar os trabalhos do fundo. ''Será também uma contribuição sobre o ponto de vista do fundo em relação ao tema'', disse Zandamela. Para preparar a análise, os técnicos do FMI tiveram uma reunião com representantes de várias áreas do governo, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ação Empresarial e pesquisadores do assunto. ''Será um trabalho completo'', comentou o representante do FMI. Na segunda-feira, a missão do FMI se reunirá com economistas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

mockup