Para Fitch, BC não deve elevar juros
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quarta-feira, 13 de novembro de 2002
Agência Estado 
Londres O diretor para finanças públicas da agência de classificação de risco Fitch, Richard Fox, acredita que o Banco Central (BC) brasileiro irá adotar uma atitude cautelosa diante do aumento da inflação, não promovendo no curto prazo uma elevação da taxa de juros. ''O aumento da inflação é muito compreensível diante da desvalorização que o real sofreu até a eleição'', disse Fox à Agência Estado. ''Mas a moeda brasileira vem se recuperando e acho que as autoridades vão aguardar para ver se essa tendência continua antes de promover um aperto monetário.'' Ele alertou, no entanto, que, se a inflação começar ''a contaminar os reajustes salariais, estaremos diante de uma situação muito mais preocupante''.
Fox salientou que ''talvez o pior já tenha passado'' no que se refere à desvalorização do real e o seu impacto na inflação. ''Tudo vai depender dos atos do próximo governo e não teremos uma noção bem clara disso antes de alguns meses'', disse. Segundo ele, o real poderá continuar se recuperando gradativamente, ''desde que o futuro governo petista continue dando os sinais positivos emitidos até o momento''.
O analista não acredita que a moeda brasileira volte a ser cotada a cerca de três unidades por dólar no final deste ano, como alguns economistas vêm prevendo. ''Eu ficaria muito surpreso com isso. A recuperação está aliada à conquista de confiança no novo governo e isso vai levar algum tempo, será gradual, paralela aos atos concretos do novo presidente.'' Em contrapartida, Fox acredita que o BC não poderá reduzir os juros nos próximos meses.


