Para Fischer, eleições agravam crise do País
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sexta-feira, 27 de setembro de 2002
Agência Estado 
Washington - O vice-presidente do Citigroup e ex-vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer, disse que a crise da Argentina é a pior desde que ele entrou para o FMI, em 1994. Porém, a crise brasileira é a mais importante para o futuro da América Latina. Segundo Fischer, o Brasil não estaria enfrentando a crise atual se não fossem as incertezas sobre as eleições presidenciais.
No entanto, Fischer acredita que a crise brasileira tem sido agravada por um contágio da Argentina. ''Os investidores em mercados emergentes tiveram prejuízos extraordinários com a Argentina, muito mais do que eles esperavam. Então, continuam preocupados em realizar novos prejuízos com o Brasil. Eu ainda vejo o contágio da Argentina nessa crise atual do Brasil, embora é fato que não haveria crise brasileira se não fossem as incertezas eleitorais'', disse.
Em relação a Argentina, ele acha que o país continuará arrastando a situação atual da economia sem conseguir chegar a um acordo com FMI, apesar das situações que vêm sendo colocadas pelo ministro da Economia, Roberto Lavagna. ''Ainda não há um consenso de coesão política na Argentina para um apoio de um programa com o FMI'', afirmou.


