Para Fiesp, medida foi acertada
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quarta-feira, 23 de abril de 2003
Theo Saad<br> Agência Estado 
São Paulo A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avaliou que o Comitê de Política Monétária (Copom) acertou ao retirar o viés de alta da Selic, mas deixou escapar ontem a oportunidade de reduzir a taxa, hoje em 26,5% ao ano.
A entidade alertou que, se o Banco Central não aproveitar o espaço que a desvalorização cambial abriu para a queda dos juros, a demanda interna não crescerá a ponto de compensar a queda das exportações, provocada pelo próprio recuo do dólar e pela falta de capacidade instalada da indústria.
Segundo o presidente da entidade, Horácio Lafer Piva, os reflexos da política monetária ''contracionista'' sobre a atividade são notáveis e há meses o crescimento da produção, sustentado apenas pelas exportações, é ''pífio'' e está abaixo do potencial.
''A economia brasileira não pode correr o risco de ficar sem carro-chefe'', avaliou Piva, em nota divulgada ontem à imprensa. Ele argumentou que a depreciação cambial e a queda nos preços do petróleo e derivados são favoráveis ao controle da inflação futura, ainda mais se considerado o horizonte de 24 meses para a convergência das metas.


