Para Fiep, incerteza de pouso afugenta aéreas
O especialista em infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, atribui o corte de voos de companhias aéreas a partir de Londrina com a incerteza de pousos no Aeroporto José Richa. De acordo com ele, o desvio para pousos em outras localidades provocam custos que são levados em conta na hora de repensar a malha aérea pelas companhias.
As empresas Gol e Latam desativaram, neste ano, quatro voos diários entre Londrina e Curitiba, dentro da readequação de suas ofertas nacionais devido à retração do mercado. A Gol, entretanto, deve retomar as rotas para a capital paranaense em setembro.
Mohr afirma que, em períodos de crise, as empresas optam por cortar custos, eliminando as linhas menos lucrativas. "As empresas aéreas optam por operar em aeroportos que têm as melhores condições. O custo relacionado a Londrina é muito alto, porque, quando não é possível pousar, os voos são direcionados para outras cidades e o deslocamento até o destino final acaba ficando muito caro", explica.
Para o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), o fim do incentivo sobre a querosene das aeronaves pesou na decisão das companhias aéreas, apesar da negativa delas. O abastecimento compõe 40% dos custos de um voo, segundo levantamento da FOLHA.
Kireeff recorda que o Aeroporto José Richa era local de abastecimento de aviões, que "pernoitavam" na cidade. Com o aumento no custo do combustível e dificuldades para pousos em condições climáticas menos favoráveis, as aéreas teriam preferido operar em outros aeroportos. (L.F.W.)





