Para fabricante de balões, o céu é o limite
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quarta-feira, 14 de março de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A paixão de Mauro Chemim por balões nasceu na infância. Uma das fontes de inspiração foi a obra ''A Volta ao Mundo em 80 Dias'' de Júlio Verne. Quando criança, também adorava fazer balões para as festas juninas. E o sonho foi concretizado com a criação da fábrica de balões em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, a Snap Balões.
Os balões que Chemim fabrica são usados para competição e como veículos de propaganda. Paralelamente, a fábrica também produz infláveis (com o formato dos produtos) para companhias como Brahma, Antarctica, Red Bull, Coca-Coca, Bauducco, Bob's, Unimed e TIM. Estes infláveis são muito utilizados para a divulgação de produtos em feiras e em supermercados.
Os balões convencionais têm, em média, 23 metros de altura, 42 metros de diâmetro e custam cerca de R$ 60 mil. Na Europa e nos Estados Unidos são a terceira ferramenta mais usada pelas agências de publicidade. O custo operacional para duas horas de vôo é de R$ 2.200. Um vôo turístico sai por R$ 280 por pessoa. Este recurso é muito utilizado pelas empresas para a fixação de marcas. Segundo Chemim, a velocidade ideal do vento para voar é de 15 a 16 km por hora e o balão atinge cerca de 3 mil metros de altura.
O primeiro contato de Chemim com a área foi através de um festival de balonismo que aconteceu em 1993 para comemorar os 300 anos de Curitiba. Nesta época, ele foi convidado por um piloto de balão a fazer parte da equipe, como apoio. A partir disso, começou a frequentar todos os eventos de balonismo que tinha oportunidade. Em 1994, em Araraquara (SP) fez o primeiro vôo. Neste mesmo ano, montou uma empresa operadora de balões e, em 1995, comprou o primeiro balão. Em 1998 começou a competir como piloto e em 2001 abriu a fábrica de balões.
Uma das conquistas que ele obteve foi o primeiro lugar em 2003 no Festival Internacional de Albuquerque no Novo México (EUA) como construtor, através do balão Litlle Bees (com formato de abelha). Este campeonato tem a participação de mais de mil balões. Ele participa também, todos os anos, dos campeonatos brasileiro e sulamericano de balonismo.
Além de tocar a fábrica de balões, Chemim trabalha como técnico em radiologia. Ele começou vários cursos superiores como Fisioterapia, Educação Física, Enfermagem e tentou várias vezes fazer vestibular para Medicina. ''Quem sabe ainda tento Medicina de novo'', disse.
A Snap produz cerca de 12 balões por ano para o mercado nacional e três para os Estados Unidos. Além disso, tem a produção média de 50 infláveis por mês. ''São 12 anos vivendo de balões'', disse Mauro Chemim. A empresa dele também atua como prestadora de serviço e operadora de balões. O faturamento anual não é divulgado pela empresa.
Em pouco tempo Chemim deve se aposentar da área de radiologia e se dedicar exclusivamente aos balões. A Snap conta com oito funcionários além dos serviços prestados pelos terceirizados.


