Procurado pela reportagem, Douglas Rodrigues Tudino, proprietário da Dream Baby (loja sediada em Arapongas, onde os móveis foram comprados), acredita que o casal se arrependeu da compra e, por isso, quer a devolução do dinheiro. ''Não nos negamos a prestar assistência, fui pessoalmente verificar as falhas. Mas eles não queriam mais os móveis, acredito que neste caso caracteriza arrependimento'', afirma. Ele acrescenta que a empresa nunca registrou problemas com consumidores.
Segundo ele, os riscos na cômoda verificados após a montagem podem ser caracterizados como mau uso e que a falta de enquadramento das gavetas (que ficaram com vãos) pode ter ocorrido por irregularidades no piso. ''Os vãos das portas não têm como tirar porque corre trilho'', explica. Tudino disse que propôs a troca dos móveis e que até sugeriu dar créditos na loja, o que não teria sido aceito pelo casal. ''Devolver dinheiro não é prática da empresa'', argumenta.
Na sua avaliação, os consumidores estão reclamando de problemas milimétricos. Quando ao estrado do berço e da bicama, ele disse que poderia ter trocado, caso isso fosse solicitado. Tudino acrescentou que os móveis seguem as normas da ABNT, com pintura atóxica, cantos arredondados e travas nas rodinhas. ''Tentei um acordo de várias formas, mas eles não quiseram. Acredito que eles se arrependeram e agora querem o dinheiro de volta'', observa.
O coordenador do Procon de Londrina, Flávio Caetano de Paula, esclarece que se o vendedor não sanar o vício dos produtos em 30 dias tem que devolver o dinheiro da compra ou trocar a mercadoria, conforme a escolha do consumidor. Ele diz que é importante que os consumidores façam a solicitação dos reparos por escrito para juntar provas. ''O ideal é que no ato da entrega, se for constatado defeito, o consumidor não assine o recebimento'', comenta. (F.M.)

mockup