Para evitar cortes, o melhor é renegociar a dívida
A situação do consumidor fica complicada quando tem o serviço cortado por não ter pago tarifas de serviços básicos como energia, água e telefone. Ana Paula Carvalho, que trabalha com serviços gerais, estava ontem à tarde no escritório da Sanepar para renegociar uma dívida aproximada de R$ 630. A conta dela está atrasada há quatro meses e, com isso, o serviço foi cortado.
Ela mora em uma casa alugada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, gasta R$ 550 por mês com o aluguel e tem três filhos. "Estamos usando água das casas dos vizinhos e tomando banho em residências de pessoas da família", contou. A intenção dela é quitar a dívida o mais rápido possível para ter o serviço restabelecido.
O vigilante Luciano Barszcz contou que também já teve a energia cortada por falta de pagamento há cerca de um ano. "A minha conta de luz subiu muito. Passou de R$ 90 para R$ 140", disse. Hoje, quando tem que escolher alguma conta para deixar sem pagar por problemas no orçamento, opta pelo cartão de crédito, mesmo tendo juros altos para pagamento fora do prazo.
A secretária Edilene Oliveira disse que ainda não precisou atrasar contas básicas como luz, água e telefone. "A minha conta de luz passou de R$ 55 para R$ 100", afirmou. "Por enquanto, água, luz e telefone são prioridade", destacou.
Para cortar gastos ela contou que não liga o ar condicionado há dois meses. Também deixou de lavar o canil dos cachorros duas ou três vezes por semana e passou para uma vez na semana, para economizar água. Ainda tem deixado as compras de vestuário em segundo plano. (A.B.)





