Demissão em massa e um pacotaço econômico é o que vai acontecer ainda no primeiro trimestre de 2009. Este é a afirmação do professor e estudioso da Evolução Econômica Mundial, Miguel Arturo, da UEL. O pesquisador diz que a queda na atividade das transportadoras de 30% em média é o prenúncio de desemprego em grande escala, principalmente, na indústria automotiva e de eletroeletrônicos. ‘‘O primeiro semestre do ano que vem será muito difícil, tudo vai depender de boas notícias de países como EUA. Caso contrário, a crise deve se agravar’’, vaticina.
  O pesquisador explicou que o comércio não está estocando, como sazonalmente acontece a cada final de ano. ‘‘Se não há consumo, o desemprego na indústria, principalmente de automóveis e eletroeletrônicos, será em massa no primeiro trimestre de 2009’’, deduz.
  Para o professor de Economia da UEL, o setor empresarial preferiu investir em títulos pós-fixados do governo, os CDB, ao invés de correr risco de investir na produção. Segundo ele, os bancos preferem negociar estes títulos do que emprestar dinheiro para consumidores, logistas e para a indústria. Os papéis do governo chegam a render em média 13% ao mês nestas instituições bancárias.
  Arturo lembrou ainda, que o governo não cortou o gasto público, e preferiu aumentar suas despesas correntes onerando ainda mais a folha de pagamentos com o aumento do funcionalismo neste final de ano. Além deste aspecto, o governo mantém a taxa de juros alta, também inviabilizando empréstimos por parte das empresas. A Reforma Tributária que não aconteceu ainda, segundo o pesquisador, necessita ser feita para diminuir a carga tributária sobre as empresas. ‘‘Diante deste quadro, não vai ter liquidez (dinheiro) no mercado para comprar e vender. Isso é recessão. A economia pára’’, ratifica(E.P.F.).

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