Para empresas do PR, impostos e déficit são maiores problemas
Carmem Murara
De Curitiba
Déficit público, carga tributária excessiva e desemprego. Estes são os três principais problemas que o Estado enfrenta na avaliação do empresariado paranaense. Os itens foram citados numa pesquisa feita entre dezembro e janeiro pela consultoria Arthur Andersen de Curitiba com as 500 maiores empresas instaladas no Estado. Os dados divulgados ontem revelam que os empresários cobram mais ações dos governos estadual e federal, ao mesmo tempo em que se dizem otimistas com o desempenho da economia nacional.
Dos entrevistados, 84% citaram o déficit público como o maior problema do Estado. Em contrapartida, 73% responderam que o Paraná precisa investir mais em infra-estrutura e 71% querem que sejam investidos mais recursos em educação. Outro 66% disseram que o governo deveria criar mais incentivo para os setores que utilizam mão-de-obra em larga escala, item que ficou em segundo lugar em âmbito nacional.
A pesquisa da Arthur Andersen foi enviada para as 500 maiores empresas do Paraná, segundo critério de faturamento. Desde total, 79 devolveram os questionários preenchidos, o que dá à pesquisa uma margem de erro de 11%. O sócio-diretor da Arthur Andersen, José Écio Pereira, disse que os empresários no Estado seguiram a tendência dos empresários nacionais que responderam questionário semelhante. O que se percebe é que os empresários acham que este ano é de aquecimento na economia, afirmou.
A quase totalidade das empresas mostrou que ainda mantém o otimismo em relação à economia do Estado e do País. Oitenta por cento dos entrevistados disseram que o Produto Interno Bruto paranaense vai aumentar. A mesma resposta foi dada por 77% das empresas sobre o PIB nacional. A sensação de que a economia vai melhorar também se deve ao fraco desempenho industrial no ano passado, quando o País sofreu as consequências da desvalorização.
A mudança na política cambial também refletiu diretamente no desempenho financeiro de cada empresa. Cinquenta e sete por cento responderam que tiveram aumento no faturamento, mas 37% revelaram que os lucros foram menores. Para este ano, 80% dizem que vão ter mais lucro sobre 99.
As empresas paranaenses (96%) apostam ainda no investimento no próprio negócio, quando questionadas sobre as melhores opções de investimento. A segunda opção com 40% das respostas é fazer fusões e aquisições. No ano passado, 42% das empresas demitiram funcionários contra 53% em 98. A expectativa para este ano é que 16% reduzam o quadro de pessoal.





