Os presidentes das principais confederações patronais do País – indústria, transportes, comércio e institutições financeiras – manifestaram ontem ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, repúdio às propostas apresentadas para o pagamento da correção monetária das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que impliquem ônus para a classe produtiva. Os empresários aproveitaram a reunião com Dornelles para apoiar a proposta de projeto de lei de autoria do presidente da Confederação Nacional da Indústria, deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL -SP).
‘‘A idéia de aumentar de 40% para 60% o valor da multa rescisória, bem como a elevação da contribuição depositada mensalmente nas contas dos trabalhadores, no fundo vai levar à elevação do desemprego e do custo Brasil’’, disse o deputado Moreira Ferreira.
Segundo ele, os empresários vão defender que a conta não seja paga nem pelo setor produtivo nem pelos trabalhadores. ‘‘Quem causou o problema foi o governo, que agora tem que arcar com a solução’’ argumentou Ferreira, referindo-se ao expurgo por ocasião dos planos Verão e Collor, objeto de ação vitoriosa dos trabalhadores no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o presidente da CNI, o ministro do Trabalho marcou para o dia 21 de fevereiro a reunião com os empresários. Ele espera que nessa reunião, que ocorrerá um dia após a conversa de Dornelles com os trabalhadores, seja apresentada uma análise das propostas encaminhadas ao ministério.

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