Para empresários, carga fiscal já está no limite
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de outubro de 1998
Da Redação 
Empresários paranaenses condenam o aumento da alíquota da CPMF (Contribuição Provisória de Movimentação Financeira) e propõem que essa medida deve ser a última alternativa a ser adotada pelo governo para enfrentar os efeitos da crise econômica mundial. O presidente da Associação Comercial do Paraná, Jonel Chede, alerta que o setor produtivo não vai suportar o peso de uma carga tributária maior.
Segundo Chede, os empresários estão aguardando uma ampla reforma tributária, que aumente a base de arrecadação de impostos, desonerando os setores que produzem e geram empregos. O coordenador do Conselho Político da ACP, Marcos Domakoski, criticou também o aumento indireto de impostos através da elevação das taxas de juros. Para o empresário, essas medidas são unilaterais e visam apenas o aumento da arrecadação e a manutenção do capital especulativo.
Para Domakoski, só a reforma tributária, acompanhada da reforma administrativa, poderá criar condições para que o governo gaste menos. O governo precisa conter seus gastos e reduzir o tamanho do Estado, afirmou.
A ACP pediu urgência na conclusão dos ajustes internos para que o País possa negociar com os organismos financeiros internacionais a substituição do capital especulativo, financiado a taxas de 50% ao ano, pelo capital de investimento, financiado a taxas de 7% a 8% ao ano. Com os ajustes internos será possível fechar um acordo com o FMI sem ferir a soberania nacional, afirmou Domakoski.
A direção da associação destacou ainda que qualquer medida que resulte em aumento de imposto tem de ser analisada e discutida com o setor produtivo da sociedade, ao invés de ficar restrita à equipe econômica do governo federal e à cúpula do Congresso Nacional.


