As medidas para conter os gastos e acalmar o mercado financeiro foram consideradas insuficientes pela maior parte dos empresários e analistas econômicos consultados ontem. Os entrevistados concordam que as mudanças sinalizam para o turbulento mercado que o governo não está imobilizado diante da crise. Para eles, o resultado das mudanças ainda é paliativo. Mais interessados em mudanças de impostos, os empresários acreditam que o governo deveria aproveitar e promover as reformas da Previdência, fiscal e tributária.
Em nota divulgada ontem, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirma que as medidas do governo para reagir à crise - o aumento dos juros na última semana e os cortes no Orçamento, ontem - são adequadas para defender a estabilidade, mas emergenciais. A avaliação da CNI é a mesma feita por Sérgio Haberfeld, presidente da Associação Brasileira de Embalagens.
Para o ex-ministro da Fazenda, Marcílio Marques Moreira, as mudanças na política fiscal já foram um sinal forte da vontade do governo em resolver o problema do déficit público. O também ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega afirma que não é possível cortar mais gastos.
Importante para evitar que o Brasil seja a bola da vez dos especuladores internacionais a curto prazo, mas insuficiente para afastar o vendaval russo do horizonte de médio prazo. Essa foi a avaliação do pacote fiscal pelos mercados financeiros de Londres e de Nova York.

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