Agência Estado
Os economistas esperam nova redução da taxa de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o dia 23. A queda deve ser semelhante à anunciada ontem - de 1,5 ponto porcentual -, com a Selic entre 20% e 21%.
Na avaliação de Odair Abate, economista-chefe do Lloyds bank, e Dany Rappaport, economista-chefe do Banco Santander, as taxas de juros do Brasil continuarão com a tendência de queda nos próximos meses, mas será uma trajetória mais lenta do que ocorreu entre março e maio. Rappaport projeta uma taxa básica de 17% no fim do terceiro trimestre e Abate espera o mesmo porcentual para o fim do ano.
‘‘A demora em anunciar uma nova queda difundiu uma preocupação entre os investidores de que o Banco Central do Brasil imaginava que não havia espaço para novas quedas’’, observou Rappaport. ‘‘Com a queda anunciada hoje, o BC consertou essa situação’’, acrescentou.
Abate pondera que não manter a queda seria o mesmo que admitir uma fragilidade maior do que a que existe na economia. O BC, lembrou ele, vem sustentando que as taxas internas estão sendo determinadas pela inflação. Não manter o viés de baixa seria o mesmo que atrelar os juros brasileiros aos norteamericanos. Para Rappaport e Abate os juros podem manter a queda sem impactos para o fluxo de capital para o País porque as taxas ainda são muito altas.

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