Junto com o pagamento do 13º salário estão os planos dos trabalhadores. O período é propício às compras, mas gastar todo o benefício é o melhor negócio? Para o economista Renato Pianowski de Moraes, o dinheiro extra deve ser poupado. O ideal, na sua avaliação, é guardar o salário para pagar os impostos com vencimentos no início do ano e para gastar nas viagens de férias. Além do IPTU e do IPVA ainda há despesas com matrículas, material escolar e com os conselhos sindicais.
''Geralmente os impostos podem ser pagos com até 10% de desconto à vista. Nenhuma aplicação dá esse rendimento'', afirma o economista. Ele lembra que dinheiro, atualmente, está difícil de ganhar e que, por isso, deve ser guardado. ''Acredito que o povo está aprendendo a valorizar o dinheiro e, por isso, um pouco vai para pagar as contas e o restante para as reservas. Acredito que a grande maioria vai gastar com responsabilidade'', comenta.
Na sua avaliação, os recentes acontecimentos do País - como desemprego e a queda no poder aquisitivo - devem ser levados em conta. ''Os funcionários públicos não têm reposição salarial e o restante dos assalariados estão ganhando apenas a inflação, não há aumento de renda'', salienta. Por isso, ele acredita em mesa farta - devido à queda de preços dos importados -, mas não em presentes caros. ''Teremos de novo um Natal das lembrancinhas'', observa.

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