Para Duhalde, fase pior já passou
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domingo, 16 de junho de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, disse no sábado, durante o programa de rádio Conversando com o Presidente,
que a pior etapa da crise já passou e que isso será claramente notado no segundo semestre.
Duhalde afirmou que o índice de inflação no país neste mês deverá ser inferior ao de maio e destacou que o comportamento dos preços nos últimos dias representa um bom índice, que permitirá gerar melhores expectativas e reafirmará que a desvalorização do peso é competitiva.
O presidente argentino enfatizou que o sistema bancário está desmantelado e que os empresários que poderiam estar trabalhando para o mercado interno e exportando não podem fazê-lo porque não têm crédito. Por isso, voltou a destacar a importância da revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para que o crédito às empresas do setor produtivo seja destravado.
Reunião - O ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, e o presidente do Banco Central, Mario Blejer, se reúnem hoje, em Buenos Aires, para discutir o programa monetário do país para este ano.
Eles irão estabelecer a quantia de dinheiro a ser emitida para financiar o déficit do Tesouro Nacional, o ajuste fiscal das Províncias e as consequências da adoção do plano que libera o corralito com a troca de bônus.
Assim que ambos acertarem o plano de expansão monetária, o assunto será apresentado para negociação aos representantes da missão do FMI que estão no país.
Segundo o jornal Ámbito Financiero, este é um dos principais pontos para que seja possível avançar nos entendimentos para o acerto de um acordo com o Fundo visando a renegociação da dívida argentina.
Aliás, a missão do FMI se empenhará nesta semana em analisar a situação das Províncias argentinas, entre outros pontos. O chefe do grupo enviado pelo Fundo, John Thornton, deve retornar logo a Washington, onde serão analisados seus informes durante oito ou dez dias.
Lavagna advertiu a missão do FMI que a Argentina não utilizará suas reservas (atualmente abaixo dos US$ 10 bilhões) para o pagamento de débitos externos. No dia 15 de julho há um vencimento de US$ 750 milhões com o Banco Mundial e, no dia 17, outro pagamento de dívida com o FMI, segundo um jornal argentino.


