Brasília – A descoberta de uma reserva de 419 bilhões de metros cúbicos de gás natural na bacia de Santos não irá inviabilizar o acordo do Brasil com a Bolívia, que motivou a construção do gasoduto Bolívia-Brasil. ‘‘Isso não significa que pretendemos rever nossa relação com a Bolívia, ela vai melhorar’’, disse ontem a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.
  As negociações sobre o contrato de importação de gás natural com a Bolívia passarão a contar, no entanto, com um componente importante que é uma maior disponibilidade do produto nacional, o que terá impacto na política de formação de preços. A próxima rodada de negociações deverá ser realizada até meados de outubro, segundo informou a ministra.
  Dilma Rousseff reconheceu que o desafio agora será ampliar o mercado consumidor, que atualmente é menor que o combustível já disponível, e elevar a participação do gás natural na matriz energética dos atuais 7,5% para 20 ou 21% no prazo de seis a sete anos.
  Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, a produção nacional de gás natural é de 24 milhões de metros cúbicos por dia, enquanto o consumo nacional não ultrapassa os 30 milhões de metros cúbicos/dia. Da Bolívia são importados entre 13 milhões e 14 milhões de metros cúbicos/dia, mas o contrato prevê uma oferta de até 30 milhões de metros cúbicos.

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