De acordo com ele, a economia brasileira deverá começar a crescer a partir do segundo semestre do próximo ano, o que será positivo para o país vizinho. ''Principalmente se eles desvalorizarem sua moeda. Assim, com certeza, haverá mais exportações de lá para cá e os brasileiros farão mais turismo na Argentina'', afirmou.
Para Mendonça, quanto mais cedo o cenário argentino se consolidar, melhor será para o Brasil. ''Aconteceu o que todos queriam: o início da quebra da Argentina. Quanto mais cedo o país quebrar, melhor será para o Brasil, que poderá se recuperar mais rapidamente'', disse.

O diretor ressaltou a taxa de desemprego aberto argentino pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva nos 30 dias anteriores ao da entrevista e que não exerceram nenhum trabalho nos sete últimos dias. ''A taxa lá é de 18% da PEA (População Economicamente Ativa). Em São Paulo, temos 10% e já consideramos muito. O pior é que a tendência é de piora para a Argentina em curto prazo'', afirmou.
Com o anúncio da moratória argentina, no domingo, o Brasil ainda poderá passar um tempo sem ser atingido, segundo Mendonça. ''Mas com certeza haverá uma redução dos investimentos internacionais em todos os países'', diz. ''Só que o Brasil tem um colchão amortecedor, que são as reservas, em torno de US$ 40 bilhões, mais US$ 2 bilhões provenientes da Polônia. Isso nos deixa tranquilos no curto prazo'', ressaltou.

A desvalorização do peso argentino já descartada pelo presidente interino Adolfo Saá traria problemas para o Brasil, segundo ele. ''Tudo ficaria difícil, porque, neste campo, estamos colados. Tudo dependeria da atuação do FMI''. De acordo com Mendonça, a posição a ser tomada pelo Brasil, de apoio à Argentina, fortalecerá também o Mercosul.

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