Para Delfim, juros não caem a curto prazo
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O deputado (PPB-SP) e economista Delfim Netto está pessimista quanto à velocidade da queda dos juros no Brasil. Para ele, as taxas não caem tão cedo, e a razão é simples.
Historicamente, e até hoje, os juros reais são a única forma de se controlar o déficit em conta corrente no Brasil, e evitar crises cambiais. Delfim participou ontem de uma conferência em São Paulo com o economista americano Rudiger Dornbusch e o ex-ministro da Economia da Argentina Domingo Cavallo.
Ele apresentou gráficos para demonstrar que os juros reais controlam a expansão da produção industrial. Os movimentos da produção industrial, por sua vez, se irradiam para a atividade econômica como um todo. E a atividade econômica se traduz imediatamente em expansão (quando ela cresce) ou redução (quando cai) do déficit em conta corrente.
Com uma defasagem de aproximadamente oito meses, os juros reais definem o déficit em conta corrente para uma determinada taxa de câmbio.


