São Paulo - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, divulgou ontem nota em que qualifica o desemprego apurado pelo Dieese/Seade na Grande São Paulo, de 20,7% em abril, como demonstração de um flagelo social. ''É a prova cabal deste flagelo e de que o governo continua insensível na adoção de medidas eficazes e emergenciais para alavancar a produção e os níveis de emprego'', diz.
Na nota, o sindicalista volta a cobrar a adoção de medidas econômicas pelo governo que extrapolem o controle inflacionário e que promovam o crescimento econômico. ''Nós, da CUT, insistimos que o controle inflacionário não deve ser o único objetivo da política econômica e muito menos desculpa para que o Comitê de Política Monetária continue segurando a taxa de juros'', afirma.
''Um projeto de desenvolvimento para o Brasil não pode ser construído apenas a partir de metas de inflação e de superávit fiscal. E nenhuma perseguição a estas metas justifica manter juros elevados, incentivando a especulação financeira em prejuízo da atividade produtiva'', complementa, alegando que sua contestação ''não significa ser contra o planejamento econômico''.
Para Marinho, o governo deve estabelecer metas de crescimento econômico, de criação de emprego e renda, de política industrial e agrária. ''Sem isso, cada vez mais o desespero e a descrença vão continuar tomando o lugar da esperança por dias melhores'', afirma.

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